A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da Comissão da Indústria Imobiliária (CII), divulgou que os recursos destinados à aquisição e construção de imóveis com fundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 93,7 bilhões no primeiro semestre de 2026. O valor representa crescimento de 29% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados R$ 72,5 bilhões.
Para a compra de imóveis, o SBPE liberou R$ 67,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 12% em relação aos R$ 59,9 bilhões do ano anterior. Já os financiamentos para construção de novas moradias alcançaram R$ 26,5 bilhões, mais que o dobro dos R$ 12,8 bilhões registrados em 2025, expansão de 107%. Os dados integram o Indicadores Imobiliários Nacionais do segundo trimestre de 2026, levantamento elaborado pela Brain Inteligência Estratégica.
O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, destacou que o desempenho do crédito imobiliário reflete mudanças recentes no modelo do SBPE. Segundo ele, as alterações já mostram resultados concretos, com ampliação dos recursos disponíveis para o financiamento habitacional. Aroeira participou ativamente das discussões para a reformulação do modelo, que busca ampliar o acesso ao crédito e estimular novos investimentos no setor.
O vice-presidente da Área da Indústria Imobiliária da CBIC, Ely Wertheim, afirmou que o crescimento dos financiamentos para aquisição tem impacto direto nas vendas e sustenta a atividade do setor. Wertheim ressaltou ainda que o avanço expressivo dos recursos para construção cria condições para novos empreendimentos, o que é fundamental para um mercado imobiliário saudável e para ampliar o acesso das famílias à moradia.
Além do SBPE, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também é uma importante fonte de recursos para o financiamento habitacional. No primeiro semestre de 2026, os financiamentos com recursos do FGTS somaram R$ 66,6 bilhões, crescimento de 4,86% em relação ao mesmo período de 2025. Somados aos R$ 93,7 bilhões do SBPE, os recursos das duas fontes alcançaram R$ 160,3 bilhões no período.