O barracão do CRAS do Morro da Cruz, na zona norte de Florianópolis, virou ponto de vendas no sábado. Cerca de 200 microempreendedores de comunidades como Monte Cristo, Itacorubi e Córrego Grande expuseram doces, cestas de costura, cervejas artesanais e serviços de informática para compradores de 30 grandes empresas da ilha.
O encontro faz parte do projeto Conexão Emprega, criado pela prefeitura para tirar o intermediário da jogada. Quem produz na periferia ganha mesa, tenda e segurança para mostrar o que faz sem pagar inscrição. Do outro lado, redes de hotéis, supermercados e indústrias compram direto, pagando mais rápido que atacadistas.
Resultado da tarde: R$ 300 mil em pedidos fechados e 40 novos cadastros de fornecedores. Maria Aparecida, 52, que fabrica queijo de leite de cabra em casa, saiu com contrato para entregar 30 kg por semana ao restaurante de um hotel na Lagoa da Conceição. “Ganhei um cliente fixo e ainda aprendi a fazer nota fiscal no celular”, conta.
A ideia nasceu da Secretaria de Desenvolvimento Econômico depois de um mapeamento feito com associações de bairro. Descobriram 1.200 microempreendedores formais e 800 informais que nunca tiveram acesso a feiras empresariais por falta de transporte ou cadastro. O Conexão Emprega leva o estande até eles e ainda oferece oficinas de embalagem, preço e marketing digital.
Próxima parada está marcada para 22 de março no Rio Tavares, focado em serviços de construção civil e cuidadores de idosos. Inscrições abertas no site da prefeitura ou nos CRAS até quinta-feira.