Jadson Santos da Hora, 47 anos, produtor cultural que transformou o samba-reggae do Nordeste de Amaralina em festa com plateia de toda Salvador, morreu na tarde de terça (10) na UPA do Vale dos Barris após insuficiência respiratória.
Morador da rua 13 de maio, Jadson começou a organizar bailes de rua nos anos 1990 e virou ponte entre blocos afros, escolas de samba e grupos de capoeira que não tinham onde se apresentar. A empresa de produção que criou em 2005, a Hora Cultural, garantiu palco para mais de 200 artistas de periferia em eventos como o Amaralina em Cena e o Sarau do Jadson.
Amigos contam que ele usava o dinheiro de shows fora do bairro para pagar ensaios de quadrilhas juninas e comprar instrumentos para crianças. “Ele dizia que cultura é serviço essencial, igual água”, lembra a vizinha e percussionista Ana Paula Jesus, 38.
O corpo será velado na quadra da União de Amaralina a partir das 9h de quarta (11) e o cortejo segue para o Cemitério Jardim da Saudade às 16h. A família pediu doações de cestas básicas para a casa de Jadson, onde moram a mãe e três sobrinhos.
Deixou dois filhos, Jadson Júnior, 22, e Jéssica, 19, que prometem manter vivo o projeto Quintal Cultural, que formou 650 adolescentes em música, dança e cenografia desde 2015.