O Jardim Pedro Nunes, na zona sul de São Paulo, ganhou nesta semana o Parque Primavera, área de 45 mil m² construída sobre antigo lixão que funcionava desde os anos 1980. A inauguração marca o fim de uma luta de 22 anos iniciada quando a Prefeitura decretou o local como parque, em 2002, mas só começou a obra quatro anos depois.
Entre 2006 e 2024, moradores acompanharam a transformação do terreno. O que era montanha de entulho virou quadra poliesportiva, pista de caminhada de 1,2 km, academia ao ar livre, playground, churrasqueiras, banheiros e 350 novas árvores. O custo total ficou em R$ 12 milhões, bancado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana.
A mobilização começou com reuniões de porta de rua. Idevanir Arcanjo, que mora no bairro desde 2002, lembra que juntou 450 assinaturas pedindo a retirada do lixão. “O cheiro invadia as casas e ratos circulavam de dia”, diz. A pressão levou a administração regional a incluir a obra no orçamento participativo de 2006.
O parque está aberto todos os dias das 6h às 18h. A expectativa da Subprefeitura da M’Boi Mirim é receber mil visitantes por fim de semana, aliviando a superlotação do único outro parque do distrito, a 2 km dali. Para gerar renda local, permissionários comunitários já podem solicitar quiosques de alimentação que serão instalados em 2025.
Com a entrega, 18 mil moradores do Jardim Pedro Nunes, Jardim Miriam e Parque Colonial ganham opção de lazer sem pagar transporte. A entrada é gratuita e a pista tem iluminação de LED, permitindo caminhada noturna. A próxima etapa inclui ciclovia e novo ponto de ônibus na porta do parque, previstos para o segundo semestre de 2025.