Matilha Cultural apresenta o ciclo cultural Mate Masie – Cultura da Palavra: Oralidade, Memória e Patrimônio. O programa ocorre na Rua Rego Freitas, 542, República nos dias 17, 18 e 22 de outubro. A iniciativa busca dar visibilidade à tradição oral de matriz africana nas periferias.
O primeiro dia reúne Elizandra Souza, Sinhá Carvalho, Nega Duda e Cris Bgirl em painéis que abordam poesia, música e literatura. Também participam representantes do Slam do Bronx, do Instituto Kondzilla, do Projeto Groove 011 e da Revista Aydê. Cada convidado traz sua experiência para debater como a oralidade molda a produção cultural local.
Além das mesas‑redondas, o programa inclui sarau, exposição de fotografias e pocket shows. As apresentações de slam e de rap se alternam com momentos de leitura e debate, criando um espaço de troca entre artistas e o público. O formato interativo permite que jovens participantes experimentem técnicas de improvisação.
No sábado 22 de outubro, a programação noturna destaca a música ao vivo. O palco recebe Renan Inquérito, MC Sharylaine, DJ Priscila Groove, Kaymê e New Balanço. Cada artista mistura hip‑hop, samba e ritmos afro‑brasileiros, reforçando a proposta de convergência cultural.
Carla Nascîmento curadoria os debates e enfatiza a necessidade de “reconhecer e valorizar” a presença da oralidade africana na cultura brasileira. Seu trabalho garante que as discussões estejam ancoradas em referências históricas e nas demandas da comunidade. A curadoria também organiza a agenda para que os temas reflitam a realidade das periferias.
O rapper Beto Teoria coordena as atrações artísticas e afirma que “o projeto quer ampliar essas vozes e estimular a leitura, a escrita e a produção cultural”. Ele destaca a importância de envolver jovens em processos criativos e de levar o conhecimento para além das salas de aula. A proposta alimenta a produção cultural local e incentiva a participação cidadã.
A edição inaugural tem classificação livre e entrada gratuita, porém as vagas são limitadas. As inscrições são feitas exclusivamente pelo Instagram @matemasiecultural, garantindo acesso organizado e respeito ao espaço físico. O modelo gratuito permite que moradores de todas as idades compareçam sem barreira financeira.
Ao celebrar a oralidade africana, o Mate Masie cria pontes entre tradição e contemporaneidade, incentivando a leitura, a escrita e o protagonismo cultural nas periferias. A iniciativa reforça o papel da cultura como ferramenta de inclusão e fortalecimento da identidade comunitária.