Paraisópolis, São Paulo quarta-feira, 4 de março de 2026

Mariana Roquette | Estou no trabalho certo?

Uma pesquisa realizada pelo Deloitte’s Shift Index nos EUA revelou que 80% das pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho. Este fato nos leva a alguns questionamentos: Qual a causa raiz desta questão? Trabalho é ruim mesmo e ninguém gosta de trabalhar? É uma obrigação e todos tem que fazer, não importa se gostam ou não?

Confesso que não cheguei em uma resposta definitiva, mas trilhei um caminho auxiliada pelo amigo e Coach, Gustavo Prudente, que me trouxe muito mais clareza e após um tempo, acredite, mais satisfação na minha vida profissional e em outros âmbitos.

A metodologia criada por ele consiste em um triângulo com três pontas: necessidades, crenças e estratégias, traduzindo assim, os aspectos que olhamos quando tomamos nossas decisões. Aprofundando um pouco, seriam as necessidades tudo aquilo que precisamos, desejamos, queremos, que nos traz felicidade, sensação de realização; as crenças tudo que para nós são verdades absolutas desde as muito simples, ex.”As folhas são verdes.” Até as mais profundas e complexas: “As pessoas são muito difíceis.” E, as estratégias que traduzem nossas táticas e ações para avançarmos na vida e/ou resolver nossos problemas.

Alguns hábitos e modelos mentais, nos deixam um pouco confusos para tomar nossas decisões diárias e para facilitar vou trazer uns exemplos aqui. Vamos pensar em uma pessoa que está insatisfeita no trabalho, a primeira ideia que vem na cabeça é, vou mudar meu trabalho. O que acham? Solução resolvida? Pelo ponto de vista da metodologia descrita acima não. Neste exemplo, a pessoa correu para mudar a estratégia, não gosto deste emprego, vou para outro. Mas a sugestão aqui é analisar a situação nesta sequência: necessidades > crenças > estratégias.

Tomando o mesmo exemplo como referência seria assim: estou insatisfeita no meu trabalho, quais são minhas necessidades? Quais delas estão sendo atendidas no trabalho/atividade atual? Quais não estão? Daí passamos para as crenças: quais são as minhas verdades absolutas que me impedem de suprir essas minhas necessidades e só aí pensar em como atendê-las, isto é, nas estratégias.

Fez sentido para vocês? Nos próximos artigos trago alguns relatos de como isso funcionou para algumas pessoas.

Como você se sente sobre isso?
ESCRITO POR

Mariana Roquette

Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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