Luiza Brunet, modelo de 64 anos, recebeu a sentença da Justiça de São Paulo que condena o empresário Lirio Parisotto a pagar R$ 150 mil por agressão ocorrida em 2016 durante viagem a Nova York. A decisão foi proferida depois de 10 anos de processo.
Em entrevista, Brunet declarou que o montante não corresponde ao poder econômico de Parisotto. Ela destacou que o valor representa pouco perante o patrimônio do agressor, reduzindo o efeito pedagógico da condenação.
A própria justiça reconheceu a violência doméstica e fixou a indenização em R$ 150 mil, valor que, segundo Brunet, é expressivo para a maioria dos brasileiros, mas insignificante para alguém da classe econômica de Parisotto.
Brunet questionou a eficácia de uma pena que não impacta financeiramente quem comete violência grave. Ela reforçou que, sem um custo real ao agressor, a condenação perde parte de seu potencial preventivo.
A modelo ressaltou que nenhum valor pode apagar a dor nem reparar completamente as sequelas físicas e emocionais deixadas pela agressão. Ela afirmou que a indenização não devolve a tranquilidade perdida.
Durante a década de litígio, Brunet enfrentou ataques à sua imagem, exposição pública e desgaste pessoal. Essa experiência a motivou a transformar sua voz em defesa dos direitos das mulheres.
Ela pediu debate sobre critérios de indenização, exigindo que se considerem tanto a gravidade da violência quanto a capacidade econômica do condenado. Brunet acredita que a justiça deve gerar consequências tangíveis para os agressores.
Ao encerrar a etapa judicial, a modelo reforçou que a violência contra a mulher deve ter consequências reais e que nenhuma vítima deve lutar por anos para ser reconhecida e reparada.