Paraisópolis, São Paulo sexta-feira, 3 de abril de 2026
✍️ OPINIÃO Este é um artigo de opinião. As ideias expressas são de responsabilidade do autor.

Jesus, da Palestina

💚 Colaborador Voluntário

Gideão Idelfonso

📅 13 mar 2024 ⏱️ 3 min de leitura

Ao surgir novas guerras pelo mundo, viraliza a frase, de Erich Hartmann que expõe: “a guerra é um lugar onde jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam entre si, por decisão de velhos que se conhecem, se odeiam mas não se matam”.

A frase que se reconhece sensata é dita por Hartmann, mas que deveria ter poucos holofotes já que o mesmo era um piloto de avião Nazista, responsável pela morte de milhares de judeus e condecorado por isso, em fotos sorridentes, não parecia haver tanta sensatez em sua face.

O mundo passou desde a Segunda Guerra mundial uma revolução tecnológica, esses jovens hoje minimamente se conhecem e usam as redes para disseminar ódio entre si. Esses velhos pouco estão preocupados em religião, paz ou harmonia e usam pessoas como massa de manobra para derramar sangue, inclusive de civis inocentes e dominar territórios.

Jesus Cristo, deve estar se contorcendo em seu trono pela guerra entre Hamas x Israel. Os efeitos colaterais ainda ocorrem na região palestina onde segundo a tradição cristã o menino divino nasceu. Belém, na Cisjordânia, ocupada por Israel é considerada o berço do cristianismo e abriga também lugares santos para o judaísmo e o Islã.

Uma pulga atrás da orelha que fica é o motivo da aproximação com entusiasmo que alguns fazem de Jesus Cristo com Israel sendo um país não cristão. A bandeira do país em manifestações evangélicas se tornou comum nos últimos anos e dá o tom a análise da falta de conhecimento sobre o país, sua cultura e religião.

Os Judeus ortodoxos recusam a existência de Cristo como Messias, encaram-o como um falso profeta, sendo assim desonrado quem o segue. Nesse sentido, o apoio da direita brasileira a Israel aparenta ter um cunho mais político do que religioso.

Esse Judeu bordado pelos evangélicos brasileiros armamentista sustenta uma luta do bem contra o mal e mais atrapalha do que ajuda, ao mesmo tempo um tanto irônica quando ignora que em Israel o aborto é permitido, algo condenado veementemente pela direita evangélica brasileira.

Enquanto isso fazendo, claro, uma licença poética Jesus Cristo da Palestina, de Israel e do mundo lançaria mais um mandamento: Vos digo que não sei mais quem são os sábios, mas sei quem são os tolos.

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Este artigo foi escrito por um colaborador voluntário

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