O renomado ator Wagner Moura, aos 49 anos, tem em suas memórias de infância uma experiência marcante e incomum: a transformação radical de sua cidade natal. Rodelas, município situado no interior da Bahia, foi drasticamente alterada pela construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica, um projeto que redesenhou a geografia e a vida de seus habitantes.
A história da cidade, e consequentemente a do ator, ficou para sempre atrelada a esse evento de grande impacto social e ambiental.A construção da hidrelétrica, um empreendimento de grande porte, acarretou o deslocamento forçado de inúmeras famílias, incluindo a de Wagner Moura.
A inundação de Rodelas para a formação do lago da usina representou a perda de lares, propriedades e de um modo de vida tradicional para muitos moradores. O impacto emocional e social dessa mudança forçada deixou marcas profundas na comunidade local, que precisou se adaptar a uma nova realidade.A mudança para Wagner Moura, ainda criança, significou o início de uma nova jornada em outro lugar.
A experiência de ver sua cidade natal submersa pelas águas da represa moldou sua visão de mundo e, possivelmente, influenciou sua sensibilidade artística. A memória da antiga Rodelas, com suas ruas, casas e histórias, permanece viva em sua lembrança, um testemunho do poder transformador da engenharia e de suas consequências para as populações locais.
A história de Rodelas e de Wagner Moura serve como um lembrete da complexa relação entre desenvolvimento, progresso e os custos sociais e ambientais que muitas vezes acompanham grandes projetos de infraestrutura. A experiência da cidade baiana ressalta a importância de se considerar o impacto humano e ambiental ao se planejar e executar obras dessa magnitude, buscando soluções que minimizem o sofrimento e preservem a memória das comunidades afetadas.