Lançamento será realizado no G10 Favelas, em Paraisópolis, e inclui livro, documentário e exposição itinerante
“Frentista é o cartão de visita da empresa.” Com essa frase, Joaquim Campos do Nascimento define com precisão a importância da atividade à qual se dedica há 12 anos. A profissão dele e de milhares de pessoas pelo país é o ponto de partida do projeto “Frentistas do Brasil”.
Desenvolvido pela produtora Barro de Chão com patrocínio da Vibra Energia e viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, o projeto tem como combustível as histórias, memórias e vivências de frentistas em todo o país. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), existem cerca de 500 mil frentistas no Brasil. São profissionais que contribuem para a mobilidade urbana e o crescimento da economia e testemunham inovações tecnológicas, mudanças de hábitos de consumo e, claro, histórias de outras tantas pessoas que passam pelos postos.
Para o CEO da Vibra, Ernesto Pousada, o projeto celebra as pessoas, a cultura e a transformação social que o setor promove. “Desde os revendedores que geram emprego em suas comunidades, os gerentes que lideram equipes diversas e os frentistas que representam, todos os dias, o rosto humano da nossa operação. São eles que fazem da Vibra não apenas uma empresa de energia, mas uma empresa do Brasil. Feita por brasileiros, para brasileiros.”
“Este projeto não é sobre postos de combustíveis. É sobre pessoas”, afirma Mauro Rossi, CEO da Barro de Chão e curador do projeto. “É sobre uma cultura própria do frentista — feita de expressões, histórias, memórias e modos de convivência — que nunca havia sido registrada em material dedicado a essa profissão no Brasil.”
Vanessa Gordilho, vice-presidente executiva de comercial varejo da Vibra, conta que esse registro cultural é fundamental. “O projeto foi pensado para consolidar a cultura dessa profissão e honrar os frentistas, que sustentam nossa essência todos os dias. Para mostrar que, antes da estratégia, existe gente. Gente que sente orgulho do que faz. Gente que é determinante para mover não apenas veículos, mas histórias.
“Frentistas do Brasil” é fruto de um intenso trabalho que incluiu centenas de entrevistas, pesquisas históricas, horas de estrada e, claro, várias pausas para abastecer o carro nas 5 regiõesbrasileiras. O material produzido deu vida a um livro, um documentário e uma exposição fotográfica itinerante, com duração de 30 dias.
Para quem vive essa realidade, o registro representa reconhecimento e permanência. “Ter nossa história registrada é como deixar uma marca no tempo”, resume Camila Barbosa, frentista de Rio Branco (AC). Já Itamar Costa, de Ilhéus (BA), reforça: “A cultura frentista é o nosso jeito de trabalhar todo dia: ajudar, atender bem e seguir aprendendo com quem passa pelo posto”
Mauro Rossi, da Barro de Chão, destaca que o projeto retrata a evolução do espaço dos postos ao longo dos últimos anos. “O ambiente dos postos se tornou muito mais que locais de abastecimento. São pontos de encontro, de serviços e de negócios, compondo um ecossistema essencial para a economia do país.”
Assim como os postos de combustíveis se transformaram ao longo do tempo em espaços de encontro, serviços e circulação, o projeto “Frentistas do Brasil” amplia o olhar sobre esses ambientes e sobre quem os mantém vivos diariamente, revelando a dimensão social, cultural e humana de uma profissão fundamental para o país.
Lançamento
O lançamento do projeto acontece no dia 26 de janeiro, às 11 horas, no Pavilhão Social do G10 Favelas, em Paraisópolis, São Paulo (SP). Além do livro, o evento contará com a exibição do documentário, abertura da exposição e mesa-redonda com os realizadores. O local foi escolhido por ser um importante polo de mobilização cultural e comunitária. Além disso, a capital paulista concentra o maior número de postos no país, 27,7% da frota de veículos, e também o maior número de frentistas.
Após o lançamento, os conteúdos audiovisuais, que incluem entrevistas e documentário, estarão disponíveis gratuitamente para o público no canal do YouTube, o que contribui para a ampliação do acesso às produções e à preservação do patrimônio cultural nacional