A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio de sua agência meteorológica, afirmou nesta quarta-feira (21) que o El Niño pode ter intensidade sem precedentes e ultrapassar os padrões observados nas últimas quatro décadas. A declaração é da diretora da agência, Celeste. O alerta veio acompanhado da descrição dos efeitos esperados do fenômeno sobre o clima. Entre eles estão onda de calor, alteração dos padrões de chuva, seca severa e inundações, conforme a região.
Uma onda de calor deve atingir algumas regiões. O efeito foi citado pela diretora da agência da ONU como uma das consequências do El Niño. O calor se soma a outras mudanças no tempo previstas para o mesmo período. A distribuição não é uniforme: a própria diretora separa os impactos por região, sem tratar o fenômeno como um bloco único.
Os padrões de chuva também devem ser abalados. A diretora afirmou que o fenômeno mexe no regime de chuvas de diferentes partes do mundo. É essa alteração que sustenta os dois extremos citados no alerta. De um lado, falta d’água. De outro, excesso.
A seca severa atinge parte das regiões. A estiagem grave foi apontada pela diretora como um dos cenários associados ao El Niño. A seca atinge áreas específicas, não o conjunto dos territórios. O efeito aparece combinado ao calor previsto para o mesmo período.
As inundações aparecem no outro extremo do quadro. A diretora citou o risco de inundações entre os efeitos do fenômeno. O contraste é parte central da descrição feita pela agência da ONU. Um mesmo El Niño pode secar o solo em um lugar e provocar água em excesso em outro.
A intensidade é o eixo do alerta. A diretora classificou o El Niño como capaz de alcançar patamar sem precedentes. A referência são os padrões observados nas últimas quatro décadas, período usado na comparação. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21).