15 de março é o Dia do Consumidor e quem depende do salário mínimo tem um desafio extra: aproveitar descontos sem voltar para casa com o bolso furado. A saída está em três hábitos simples: lista no celular, pesquisa de preço antes de sair e cartão de crédito guardado no fundo da carteira.
Quem vive de cheque especial sabe que a tentação começa na porta da loja. O truque é transformar o impulso em plano. Abra o aplicativo do supermercado em casa, anote os valores e só depois decida onde comprar. O preço da gôndola pode ser até 30% mais barato que o da prateleira de lançamento, segundo dados do Procon de São Paulo.
Parcelar sem entrada é o caminho mais rápido para o vermelho. Um micro-ondas de R$ 400 vira R$ 560 quando entra no cartão rotativo. A dica é fazer a conta ao contrário: divida o valor total pela quantidade de meses que consegue esperar. Se der mais de três parcelas, guarde o dinheiro na poupança e pague à vista quando juntar tudo.
Associações de moradores das periferias de São Paulo e Recife estão adotando o “Dia do Consumidor Comunitário”. No Jardim Helena, zona sul da capital paulista, a cooperativa compra frutas e legumes direto do CEAGESP e revende com lucro de 15% para os vizinhos. A cesta básica custa R$ 35, contra R$ 52 no mercado tradicional.
Quem não tem grupo de compra pode montar o próprio. Reúna cinco vizinhos, anotem o que cada um precisa e façam uma lista única. Muitos atacadistas vendem para pessoa física a partir de R$ 100. O segredo é pedir nota fiscal e conferir os pesos na balança do celular antes de sair do estabelecimento.