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Dia das Crianças: 5 cuidados para proteger os filhos durante passeios em SP

Em locais com grande circulação de pessoas, como shoppings, terminais de transporte e eventos gratuitos, o risco de desencontros exige atenção dos responsáveis - Imagem ilustrativa

Planejar trajetos, combinar pontos de encontro e orientar os pequenos pode ajudar famílias a aproveitar o feriado com mais tranquilidade e segurança

O Dia das Crianças, celebrado nesta segunda-feira (12), deve movimentar parques, praças e espaços culturais de São Paulo. Para as famílias, alguns cuidados simples podem tornar os passeios mais seguros.

Em locais com grande circulação de pessoas, como shoppings, terminais de transporte e eventos gratuitos, o risco de desencontros exige atenção dos responsáveis. Ao mesmo tempo, a proteção das crianças não precisa impedir que elas desenvolvam autonomia de maneira gradual, respeitando a idade e a maturidade de cada uma.

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, citados em levantamento divulgado pela empresa de segurança CORPVS, apontam que 2.293 crianças de até 11 anos foram registradas como desaparecidas no Brasil em 2025. O número reforça a importância da prevenção, embora não represente exclusivamente casos ocorridos durante passeios.

Para Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, a segurança começa antes mesmo de sair de casa. “O objetivo da prevenção não é impedir que a criança tenha experiências fora de casa, mas criar condições para que ela possa ganhar autonomia de forma gradual e segura”, afirma.

Confira cinco orientações para aproveitar o Dia das Crianças com mais segurança.

1. Planeje o passeio e identifique possíveis riscos

Antes de sair de casa, os responsáveis devem conhecer o destino, avaliar os trajetos e identificar locais que exigem atenção redobrada.

Parques com grandes áreas abertas, estações de transporte público e eventos com muitas pessoas apresentam desafios diferentes. Por isso, é importante observar entradas, saídas, banheiros e pontos de maior movimentação.

Em passeios gratuitos realizados em espaços públicos, combinar previamente o trajeto e os horários também pode facilitar a organização da família.

2. Combine um ponto de encontro com as crianças

Uma das orientações mais importantes é definir um local de referência para situações de desencontro. Pode ser a entrada principal de um parque, um posto de informações ou outro espaço fixo e facilmente reconhecível. O ideal é que a criança saiba identificar esse ponto e compreenda a quem pedir ajuda.

Para crianças pequenas, a recomendação é manter supervisão próxima e constante, sem depender apenas de combinações verbais.

Também vale ensinar os filhos a procurar funcionários identificados, agentes de segurança ou responsáveis pelo local caso não encontrem seus familiares.

3. Ensine como agir em situações inesperadas

Conversar sobre segurança antes do passeio ajuda a preparar as crianças sem provocar medo desnecessário. De acordo com a idade, elas podem aprender a memorizar o nome completo dos responsáveis, reconhecer pessoas autorizadas a buscá-las e saber como pedir ajuda.

Outra medida simples é colocar um telefone de contato dos responsáveis em uma pulseira de identificação ou cartão guardado na roupa ou mochila.

A orientação deve ser apresentada de maneira tranquila, como parte dos preparativos para o passeio.

4. Use recursos de localização como apoio, não como substitutos da supervisão

Dispositivos de localização, conhecidos como TAGs, podem ajudar os responsáveis a acompanhar determinados deslocamentos.

Alguns modelos permitem consultar a localização aproximada de objetos ou acessórios e configurar notificações relacionadas a áreas previamente definidas.

Entretanto, esses equipamentos apresentam limitações. Nem todos possuem GPS próprio ou oferecem atualização contínua, e alguns dependem de smartphones compatíveis nas proximidades.

Por isso, a tecnologia deve funcionar como recurso complementar, sem substituir a presença e a atenção dos adultos. Famílias que não utilizam esses dispositivos também podem adotar medidas gratuitas, como combinar pontos de encontro, manter contatos atualizados e orientar as crianças.

5. Mantenha informações importantes à mão

Ter uma fotografia recente da criança, números de telefone atualizados e informações básicas organizadas pode facilitar a busca em caso de desencontro.

Também é importante observar a roupa que a criança está usando no dia do passeio, especialmente em eventos com grande concentração de público.

Se ocorrer um desaparecimento, os responsáveis devem procurar imediatamente os agentes de segurança do local e acionar a polícia. Não é necessário esperar 24 horas para registrar a ocorrência.

O registro pode ser feito em uma delegacia, e situações de emergência podem ser comunicadas à Polícia Militar pelo telefone 190.

Segurança e autonomia podem caminhar juntas

A construção da autonomia infantil acontece gradualmente, à medida que as crianças aprendem a reconhecer ambientes, compreender orientações e lidar com situações cotidianas.

Para Paulo Buriti, o planejamento permite que os responsáveis atuem de forma preventiva, sem transformar o acompanhamento dos filhos em vigilância permanente.

“Quanto mais preparados estiverem pais e filhos, menor a dependência de decisões tomadas apenas quando acontece um imprevisto”, afirma.

Neste Dia das Crianças, medidas simples e acessíveis podem contribuir para que famílias aproveitem os passeios pela cidade com mais tranquilidade, preservando o direito das crianças ao lazer e à convivência nos espaços públicos.

Andre Nicolau
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Andre Nicolau

Jornalista, repórter, redator e produtor de conteúdo, formado em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência em veículos como CNN Brasil, Catraca Livre e UOL, atua na produção de reportagens, entrevistas e conteúdos para diferentes plataformas, abordando temas como educação, cultura, política, tecnologia, saúde, cidadania e questões sociais. Também possui experiência em revisão editorial, produção audiovisual, cobertura de eventos e eleições, técnicas de SEO e desenvolvimento de projetos de comunicação.

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