Paraisópolis Exige Respeito: Comitê de crise é criado para apurar denúncias de violência policial

 Paraisópolis Exige Respeito: Comitê de crise é criado para apurar denúncias de violência policial

Foto: Anderson Jorge / Agência Cria Brasil

Há denúncias de abordagens agressivas e impedimento do direito de ir e vir

Uma série de denúncias sobre ações de violência policial em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, motivou a criação do Comitê de Crise Paraisópolis Exige Respeito. O anúncio foi feito ontem (4) na sede da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo. 

Desde maio deste ano, o grupo formado pela Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, lideranças comunitárias, entidades de defesa dos direitos humanos e parlamentares tem recebido inúmeras denúncias de violação em direitos humanos praticadas durante ações da Polícia Militar dentro da comunidade. Entre as reclamações dos moradores estão invasão de domicílios, abordagens agressivas, impedimento do direito de ir e vir, toque de recolher entre comerciantes e mais. 

Durante o lançamento, foram anunciadas as próximas ações do Comitê. Neste sábado (6), a partir das 10h, será promovida a “Caminhada do Respeito em Paraisópolis”. A partir da caminhada e dos elementos coletados na comunidade, o grupo irá produzir um dossiê com as denúncias recebidas. O documento será entregue no dia 19 deste mês ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). O dossiê também será disponibilizado ao Ministério Público e à Defensoria Pública.

“Este grupo exige que a atuação das forças policiais seja pautada pelo profissionalismo, respeito aos limites legais e aos direitos humanos. E demanda que as violações ocorridas sejam devidamente apuradas reforçando a importância do estado democrático de direito”, disse o ouvidor das polícias, Cláudio Silva.

Na última sexta-feira (28) foi divulgado o relatório “Letalidade Policial na Capital Paulista (2013 – 2023): A participação do 16° BPM/M” produzido pelo Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos (NECDH) da Defensoria Pública. O documento mostra que o 16º Batalhão da Polícia Militar de São Paulo (BPM/M), que atua em Paraisópolis, é o mais letal da cidade de São Paulo nos últimos dez anos. O relatório foi mencionado durante o lançamento do Comitê.

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