Lula indica principais ministros que farão parte do seu governo

 Lula indica principais ministros que farão parte do seu governo

Lula anunciando novos ministros para o novo governo. Crédito Wilton Junior/Estadão

A partir de janeiro, o Ministério da Cultura terá Margareth Menezes como a primeira ministra negra responsável pela pasta

O  presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se antecipou à data da diplomação e na sexta-feira (09/12) divulgou o nome da primeira leva de ministros indicados para o seu terceiro mandato, que começa em 1º de janeiro de 2023.

O Ministério da Cultura terá à frente a artista Margareth Menezes. Para o Ministério da Fazenda, que atualmente integra o “super” Ministério da Economia, voltará a ser independente na gestão Lula e terá como ministro o também petista Fernando Haddad. Para a Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi indicado Flávio Dino (PSB) Na Casa Civil o indicado foi Rui Costa (PT). Para a pasta da Defesa o nomeado foi José Múcio (PTB). E, o Ministério das Relações Exteriores, terá como responsável o embaixador Mauro Vieira.

Confira um pouco mais sobre os ministros indicados até este momento:

Margareth Menezes – Indicada para o Ministério da Cultura

Baiana, cantora, compositora e atriz, Margareth tem 60 anos. Com mais de 40 anos de carreira, é conhecida internacionalmente e já recebeu indicações ao Grammy e Grammy Latino. A artista também é fundadora da Associação Fábrica Cultural, uma organização sem fins lucrativos criada em 2003, em Salvador (BA), que tem como missão fortalecer a cultura local. Quando completou 20 anos de carreira em 2007, recebeu homenagem do cantor Gilberto Gil, Ministro da Cultura na época, no trio Expresso 2002.

É a primeira participação da cantora na política, tendo sido convidada para a pasta do Ministério da Cultura, após criticar a ausência de pessoas negras na gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Fernando Haddad – Indicado para Ministério da Fazenda

Formado em Direito e mestre em Economia, tem 59 anos e nasceu em São Paulo capital. Foi Subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy e integrou o Ministério do Planejamento do governo Lula durante a gestão de Guido Mantega. Também foi ministro da Educação entre 2005 a 2012 e prefeito de São Paulo de 2013 a 2017. Já em 2018, quando Lula foi impedido de se candidatar à presidência por estar preso, Haddad o substituiu na chapa presidencial. E, durante o ano de 2022, fez com que o PT tivesse o melhor desempenho em São Paulo.

Flávio Dino – Ministério da Justiça e Segurança Pública

Tem 54 anos, é advogado e professor. Em 2006, foi juiz federal e iniciou a carreira política. Em 2007 foi deputado do estado do Maranhão e, entre 2011 a 2014, foi presidente da Embratur ( Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), em 2015, iniciou seu primeiro mandato como governador, deixando o cargo em abril deste ano para disputar o Senado, sendo eleito com 62,4% dos votos.

Rui Costa – Ministério da Casa Civil

Nascido na Bahia, tem 59 anos e é formado em economia. Rui é um dos fundadores do PT na Bahia. Entre 2011 e 2014 foi deputado federal e, o futuro ministro, foi eleito governador em 2014 e 2018, pelo estado da Bahia. Durante o segundo mandato de Lula, Rui Costa aprovou a reforma da previdência do estado. No novo governo ele ficará responsável em cuidar de obras e programas estratégicos.

José Múcio – Ministério da Defesa

Natural de Pernambuco, tem 74 anos e foi deputado federal por cinco mandatos em seu estado, já no segundo mandato de Lula, foi ministro da Secretaria de Relações Institucionais entre 2007 e 2009 e ministro do  TCU (Tribunal de Contas da União) de 2009 a 2021. Durante esses anos, Múcio construiu uma boa relação com políticos de esquerda, de direita e militares. 

Mauro Vieira – Ministério das Relações Exteriores

Tem 71 anos, é formado em Direito e diplomata de carreira. Entre 2004 e 2010, foi embaixador do Brasil na Argentina e, entre 2010 e 2015, dos Estados Unidos. Durante o governo Dilma esteve à frente do Itamaraty, mas foi exonerado após o impeachment da ex-presidente. Depois, foi representante permanente do Brasil na ONU (Organização das Nações Unidas). No governo Bolsonaro foi nomeado como embaixador do Brasil na Croácia.

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