Da música erudita ao trap music

 Da música erudita ao trap music

Conheça a história do jovem, cria da Zona Oeste de São Paulo, que na pandemia se descobriu compositor e empreendedor de trap music

Com apenas 18 anos, Rocky Queiroz já ostenta uma longa trajetória na área musical. Aos 5 anos começou a cantar no coral de um conservatório musical na região da Vila Gomes, onde mora até hoje. Pouco tempo depois, ingressou em um projeto social, onde aprendeu a tocar instrumentos e aperfeiçoou sua técnica de canto.

“Aos dez anos eu entrei no projeto Guri e isso foi muito importante para mim, porque foi lá que eu realmente aprendi a ler partitura e todos os conceitos da música erudita”, conta Rocky.

Inspirado pelo pai, que também é músico e compositor, o artista sentia vontade de escrever suas próprias canções. Mas, por conta da rotina corrida, não conseguia se dedicar a sua arte.

“Antes da pandemia, eu ia da escola pro curso e depois pro trabalho, não tinha tempo para pensar no que eu realmente queria fazer da minha vida. Tava naquele looping vicioso e nunca tinha parado para fazer algo meu”, completa.

Apesar de sua relação com a música ter começado muito cedo, Rocky demorou para entender que a sua arte poderia ser também seu trabalho. Foi durante a pandemia que ele resolveu começar a escrever suas letras e gravou seu primeiro single chamado “Intriga”, que está disponível no Spotify.

Como a maioria dos jovens músicos da quebrada, Rocky ainda não consegue se sustentar apenas com seus shows, mas ele vive da sua arte, dando aulas particulares de violão, oficio que aprendeu no curso profissionalizando feito na Escola Municipal de Música de São Paulo.

Além de compositor, cantor e professor, o artista também decidiu investir na produção musical. Com seu parceiro André Pereira, montou a  AiR Lab, uma produtora com a missão de lançar novos artistas periféricos.

“O que está nos nossos planos é lançar o ‘Rocky’ como artistas e, ao mesmo tempo, dar visibilidade para outros artistas da quebrada que a gente sabe que tem talento, mas às vezes não tem oportunidade”, finaliza.

Para conhecer mais sobre o Rocky, busque @rocky.ofc e @airlabstudio no Instagram, ou confira a entrevista publicada em novembro no Cria Podcast disponível nas plataformas digitais de áudio.

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