Os cuidados afrouxaram, mas a pandemia não acabou!

Tenho visto, nas últimas semanas, um relaxamento nos cuidados em relação à proliferação do novo coronavírus. Mesmo diante de uma nova variante, a sensação é de que, para muitos, a pandemia acabou. Em contrapartida, os números de novos casos de contaminação e mortes crescem a cada dia. 

O ano mal começou e já batemos o recorde na média móvel de casos de COVID. Em apenas 24 horas, registramos mais de 84 mil novos casos, totalizando 24.044.437 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia, em março de 2020. 

É como se estivéssemos revivendo aquele primeiro período de pandemia. O que muda é que agora a preocupação e os cuidados estão sendo esquecidos, ocasionando problemas muito maiores. A vacina tem sido uma grande conquista para o Brasil, que agora liberou as doses para as crianças também, mas é importante ressaltar que, apesar de diminuir os impactos e evitar as mortes, a vacina não impede a contaminação pelo novo coronavírus. 

Estamos no início de mais um ano e é importante lembrarmos que a pandemia não acabou. Em Paraisópolis, por exemplo, já estamos sentindo as consequências da lotação das unidades básicas de saúde e da falta de atendimento médico e socorro para casos mais urgentes. 

Os casos de gripe e COVID têm se agravado a cada dia. Os pedidos de ajuda não param de chegar no Pavilhão Social do G10 Favelas e não podemos simplesmente ignorar o fato. No início do mês, o grupo de líderes intensificou o plano anticovid e retomou também o atendimento das ambulâncias, mas é preciso que todos continuem tomando os cuidados necessários. 

Se cada um fizer a sua parte, estaremos nos unindo em um só objetivo, cuidar da nossa comunidade e continuar sendo referência na mitigação da pandemia. 

Foto: Gessica Carvalho.

Joildo Santos
Diretor de Comunicação da
Agência Cria Brasil

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