Paraisópolis, São Paulo quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
✍️ OPINIÃO Este é um artigo de opinião. As ideias expressas são de responsabilidade do autor.

É o complexo

💚 Colaborador Voluntário

Anderson Jedai

📅 04 jul 2025 ⏱️ 2 min de leitura

Ontem, vivi um dos momentos mais marcantes da minha trajetória.

O lançamento do filme “É o Complexo” foi um verdadeiro marco — não só pro cinema, mas pra história das favelas do Rio de Janeiro.

A sessão, no Cine Penha, ficou lotada! Vieram moradores e influenciadores de várias regiões: Complexo do Alemão, Penha, Ilha do Governador, Cosmos, Magé, Duque de Caxias e, claro, da minha raiz — a favela da Kelson’s.

O filme, dirigido por Vinícius Coimbra, abre uma trilogia inspirada nas músicas de Chico Buarque. Esse primeiro é baseado em “Meu Guri” e mergulha nas dores, contradições e silêncios das nossas quebradas: ausência do Estado, sedução do crime, violência que atinge todos os lados, e a omissão das elites que fingem não ver.

O que torna esse filme tão potente é a verdade por trás de cada cena. Os próprios atores — moradores de comunidade — criaram as cenas e improvisaram os diálogos com base em suas vivências reais. E foi aí que eu entrei.

Tive a honra e a responsabilidade de atuar como roteirista e articulador do projeto. Colaborei diretamente na construção da narrativa, na ponte entre a produção e os territórios, e na tradução da vivência da favela em linguagem de cinema. Não foi só escrever. Foi abrir caminhos, mediar mundos e garantir que nossa voz não fosse distorcida.

E eu não posso deixar de dizer: toda glória e toda honra sejam dadas a Jesus Cristo.

Foi Ele quem abriu cada porta, fortaleceu cada passo e me colocou nesse projeto.

Esse filme é mais que arte.

É missão. É chamado. É resposta de oração.

Pra quem quiser assistir, “É o Complexo” já está disponível em www.eocomplexo.com.br.

Assista, compartilhe e ajude a espalhar essa verdade.

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Este artigo foi escrito por um colaborador voluntário

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