O sinal 5G chegou a 90% dos municípios brasileiros até o fim de 2025, segundo a Anatel, mas a conta das operadoras não fecha. O investimento pesado em antenas e licenças subiu o custo, enquanto a receita por cliente caiu 4% no ano.
A queda de receita desanima os planos de baratear o pacote. O 5G mais barato hoje custa em média R$ 79, valor fora do alcance de quem vive de salário mínimo. Para o morador da periferia, a única novidade é o símbolo no canto da tela, não a conta mais leve.
As operadoras apostam que o dinheiro virá de serviços extras, como cloud gaming e pacotes de segurança digital para pequenas lojas. Enquanto isso, a expansão continua: 26 mil antenas novas entram em funcionamento nos próximos 12 meses, a maioria em cidades com menos de 100 mil habitantes.
O governo tenta acelerar o negócio abrindo linhas de crédito do BNDES para provedores comunitários. A ideia é que associações locais possam comprar o acesso no atacado e revender a internet com preço menor no bairro. Até agora, apenas 12 projetos foram aprovados, todos no Nordeste.
Sem tarifa popular, o 5G segue como ferramenta de renda para apps de entrega e motoristas de transporte por aplicativo. O tempo de conexão melhora, mas o orçamento familiar continua o mesmo.