O trabalhador que recebe até R$ 5 mil por mês ainda terá de declarar e, possivelmente, pagar Imposto de Renda em 2026. A isenção aprovada no ano passado só vale para os rendimentos de 2026 em diante, o que significa que sua declaração será feita apenas em 2027.
Quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 também teve redução da alíquota, mas o benefício só aparece no carnê-leão deste ano e na declaração do próximo ano. A regra atual considera os ganhos de 2025, antes da mudança.
A confusão é comum entre os contribuintes, alerta o contador Mafrys Gomes. “Muita gente acha que não precisa declarar agora, mas a isenção só vale para o ano-base 2026, não para 2025”. Quem deixar de entregar a declaração dentro do prazo paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20 % do imposto devido.
Mesmo isento do imposto, parte das pessoas ainda é obrigada a declarar. Ter bens acima de R$ 800 mil, receber rendimentos isentos acima de R$ 200 mil ou ter lucro com vendas de imóveis são algumas das situações que mantêm a obrigação.
Para quem vive de salário em salário, a novidade traz alívio real: a isenção pode deixar até R$ 1.140 a mais no bolso por mês, segundo cálculos da Receita. O dinheiro extra abre espaço para o consumo nas periferias e permite planejar melhor o orçamento familiar.
A Receita Federal divulga na próxima segunda-feira (16) as regras finais e os valores de dedução para a declaração deste ano. Quem ganha próximo ao teto da nova isenção deve acompanhar para não perder o benefício em 2027.